Depois de um longo semestre de atividades, com inúmeras postagens e um estudo sobre o nosso documento, chegamos ao nosso trabalho final.
Colocamos as informações sobre o referido documento em um site. Clique aqui para acessar o site.
Blog para atividades discente dos alunos que optaram por não desenvolver blog próprio na disciplina "Diplomática e Tipologia Documental".
No dia 27 de outubro, durante a palestra da semana de Arquivologia, o Prof. Dr. André Lopez encaminhou para os alunos um e-mail informando que quem provar, por meio de documentos, que esteve na palestra das professoras doutoras Heloísa Liberalli Bellotto e Lídia Alvarenga e participação, não programada, de Nilza Teixeira Soares terá uma falta abonada.
Na aula do dia 28/11 discutimos a respeito da documentação que provava a presença de alguns alunos e, em sala, elaboramos um documento para fazer a solicitação do abono. Segue minha solicitação.


Na aula do dia 21/10 o professor André Lopez propôs uma atividade que não foi postada no blog Diplomática e Tipologia Documental – UnB, que consiste em criar um modelo de análise utilizando elementos dos modelos estudados em sala. Como o documento tema de nosso trabalho é um processo composto por vários documentos, decidimos utilizar apenas um para esta atividade: a cópia do diploma.
1. Caracteres Internos
1.1. Denominação Original: Diploma de Mestrado ou Doutorado cursado em IES estrangeira.
1.2. Local: Instituição de Ensino que o referente se formou.
1.3. Data: Data da emissão do diploma
2. Caracteres externos
2.1. Espécie: Diploma
2.2. Gênero: Textual
2.3. Suporte: Papel
2.4. Formato: Folha
2.5. Forma: Cópia
2.6. Via: Única
3. Instituição Produtora: IES em que o requerente se formou
4. Instituição Receptora: UnB
4.1. Legislação Aplicável: A legislação referente a tal processo na época em que o requerente se formou.
4.2. Trâmite: Expedição > Tramite do processo ao qual está inserido > Arquivamento
5. Sinais Especiais: O diploma pode possuir o logotipo da IES, timbre e assinaturas.
6. Grau de sigilo: Ostensivo
Para a atividade proposta, Tipologia aplicada, analisaremos apenas um item documental, visto que o documento para chamar de seu que escolhemos é o processo de revalidação de diploma de pós-graduação. Dentre os vários documentos para abrir esse processo escolhemos a cópia do diploma do requerente para realizar essa atividade.
GRUPO MADRI
Informações necessárias para análise tipológica:
1. Tipo Documental:
1.1. Denominação: Diploma de Pós-Graduação
1.2. Definição: Documento oficial assinado por autoridade competente, que atesta um fato: um certificado de conclusão de curso.
1.3. Caracteres Externos:
- Classe: Textual
- Suporte: Papel
- Formato: Documento simples
- Forma: Cópia
2. Oficina Produtora: Instituição de Ensino que o requerente se formou
3. Destinatário: Requerente
4. Legislação: Legislação vigente do país no período que o requerente se formou
5. Tramite: Solicitação > Expedição > Registro
6. Informações básicas que compõem o expediente:
- Dia, mês e ano de expedição.
- Informações sobre: certificado de que, pessoa, ano, entidade.
7. Conteúdo: Informações sobre pessoas
DURANTI
As informações necessárias para a análise tipológica dos documentos são: Suporte, Escrita, Linguagem, Sinais especiais (timbres, assinaturas), Anotações nas fases: corrente (autuação, registro), gestão (disposição, assunto) e administrativa (número de registro, classificação).
1. Suporte: Papel
2. Escrita: Orientação horizontal. logotipo da instituição.
3. Linguagem: Texto
4. Sinais Especiais: Logotipo, timbre, assinatura.
5. Anotações:
ANÁLISE PARTIDOS POLÍTICOS
Identificação (Denominação Original, Local, Data), Caracteres Externos (Gênero, Suporte, Formato), Caracteres Internos (Produtor, Conteúdo, Objetivo, público-alvo).
1. Identificação
1.1. Denominação Original: Diploma de Mestrado ou Diploma de Doutorado
1.2. Local: Instituição de Ensino que o requerente se formou
1.3. Data: Data de emissão
2. Caracteres Externos
2.1. Gênero: Textual
2.2. Suporte: Papel
2.3. Formato: Folha
3. Caracteres Internos
3.1. Produtor: Instituição de Ensino que o requerente se formou
3.2. Conteúdo: Certificação de conclusão de pós-graduação
3.3. Objetivo: Certificar a conclusão de curso de pós-graduação
3.4. Público-alvo: Requerente e sociedade em geral
GARCIA
Análise Tipológica:
Denominação, Definição, Caracteres Externos (Gênero, Suporte, Formato, Forma), Entidade Produtora, Entidade Receptora, Legislação Aplicável Mais Relevante, Trâmite Para Sua Expedição e Vigência: vigência administrativa do conteúdo e vigência cronológica; conteúdo, Ordenação da serie, séries relacionadas e comentário arquivístico.
Na analise diplomática, é estudado o protocolo, corpo do texto, junto com um comentário diplomático.
1. Análise Tipológica
1.1. Denominação: Diploma de Graduação
1.2. Definição: Documento oficial assinado por autoridade competente, que atesta um fato: um certificado de conclusão de curso.
1.3. Caracteres Externos:
Gênero: Textual
Suporte: Papel
Formato: Folha
1.4. Entidade Produtora: Instituição de Ensino que o requerente se formou
1.5. Entidade Receptora: Requerente
1.6. Legislação Aplicável: Legislação vigente do país no período que o requerente se formou
1.7. Tramite: Solicitação > Expedição > Registro
1.8. Vigencia Administrativa: -
1.9. Vigência Cronológica: -
1.10. Conteúdo: Certificação de conclusão de pós-graduação
2. Analise Diplomática
2.1. Protocolo: -
2.2. Corpo de texto: Certificado de conclusão de curso de pós-graduação o requerente, atestado pelo reitor da instituição de ensino que o requerente se formou.
2.3. Comentário Diplomático: Estrutura, forma e corpo do texto correspondem as exigências do modelo de Diploma.
CONARQ
Cor: Branca e preta
Via: Única
Formato: Folha
Utilização: SAA
Instruções para preenchimento:
- Código do assunto: O documento em questão representa a área-fim da Universidade e a tabela do Conarq abrange a classificação de documentos da área-meio.
- Resumo do assunto: Certificado de conclusão de curso
- Dados do documento:
Número: Sem número
Data: Data da emissão
Espécie: Diploma
Remetente: Requerente
Destinatário: Departamento vinculado
Comparando os modelos acima, podemos notar que as diferenças entre cada modelo são poucas e a maior diferença está na definição da estrutura do produtor. Como o documento analisado foi o diploma, há alguns campos que não foi possível preencher devido a falta de informações por ser um documento avulso. Um ponto forte no modelo de Mariano Garcia e da Lutiana Duranti é o campo de comentários, por ser possível fazer alguma observação que não se encaixa em outros campos. Tanto o modelo de Duranti e o de Analise dos Partidos políticos, de Lopez, são sucintos, indo de encontro com a afirmação da autora Ana Célia Rodrigues (2002) que afirma a mudança no modelo de análise para testar a autenticidade dos documentos arquivísticos, que antes era baseada no local de guarda dos documentos e, posteriormente, passou a ser atestada com base no documento em si, em suas características internas. Porém, o modelo Madrileno e Garcia possuem campos que é possível vincular o documento à instituição à qual ele pertence e ao contexto de produção/acumulação no qual este se insere, ao mesmo tempo em que também analisa o documento em si permitindo, assim, a relação dos documentos às competências e funções de seu produtor. Já o modelo do Conarq é muito abrangente, pois esse modelo mantém uma classificação por assuntos, o que dificulta o armazenamento de mais detalhes sobre a análise de qualquer documento.
Para a obtenção de tal documento, é necessário alguns documentos pessoais, tais como: carteira de identidade (para interessados de nacionalidade brasileira), visto de residência no Brasil (para estrangeiros) e Curriculum Vitae.
Além disso, o diploma de graduação (com autenticação consular), o diploma de pós-graduação a ser revalidado (com autenticação consular), histórico escolar e/ou ata de defesa, ementas das disciplinas cursadas, informações sobre o curso e sobre a instituição em que concluiu a pós-graduação, exemplar da tese, dissertação ou trabalho equivalente e a Comissão poderá solicitar informações ou documentação complementar que, a seu critério, forem consideradas necessárias.
Após a conferência da documentação na Secretaria de Administração Acadêmica – SAA e caso haja seguimento no processo, o interessado deverá efetuar o pagamento da taxa administrativa e entregar a documentação na Subsecretaria de Comunicação Administrativa – SCA (Protocolo Geral da UnB). E a solicitação de Revalidação de Diploma obedecerá aos prazos estabelecidos no Calendário Universitário de Pós-Graduação.

No post do blog Diplomática e Tipologia, Archiving social media, foi ressaltado a dificuldade em se armazenar, analisar e preservar informação e dados em cunho digital, nas não a informação advinda de uma atividade organizacional, mas sim a massa informacional registradas em redes e meios de comunicação sociais.
Em correspondência com essa questão o post V de Preservación para las acampadas propõe saídas para a preservação em meio digital, diferentemente do que algumas pessoas afirmam, não é possível guardar tudo o que é produzido, e se isso fosse feito, dificultaria a qualidade do resgate da informação.
Pode ser acrescentada e reforçada a questão da avaliação de documentos na fase de transferência, pois como dito não tem condições de se guardar tudo e a preocupação cada vez maior em se preservar os documentos digitais em meios mais confiáveis.
Ambos os blogs defendem a ideia de mais estudos nessa área, para se ter confiança e também atender aos preceitos arquivísticos.
No post sobre autenticidade documental do blog de Diplomática e Tipologia, Sinais de validação e autenticidade, é enfatizada a questão que sinais de validação são necessários para que cópias e documentos fraudulentos sejam facilmente identificados, ao identificar os sinais de validação de um documento, não somente os aspectos visuais devem ser analisados, pois o conteúdo do documento também é importante com o objetivo de verificar se realmente condiz com a espécie documental..O post El llindar de l'Autenticitat enfoca a diferença de autenticidade diplomática e autenticidade jurídica, atualmente foram desenvolvidos meios para detectar a fraude de alguns tipos de documentação, como identidades, passaportes e dinheiro. Porém, a dificuldade em analisar a autenticidade se dá principalmente nos documentos de caráter histórico onde os sinais de autenticação são escassos e nem sempre existem outras fontes para serem confrontadas.
No post A Diplomática da Diplomática é coloca a questão da diferença entre os dois conceitos também abordada no post Diplomàtica vs. Diplomàcia. A diplomática, disciplina, examina a gênese documental, a relação do documento com seus receptores e produtores, e a constituição do documento. Já a Diplomacia é um tipo de condução de uma negociação.
Na aula do dia 23 de setembro, foi proposta uma atividade em determinado tempo e ao termino houve uma discussão, essa atividade consistia em responder rapidamente algumas questões e depois da discussão respondê-las novamente para comparar as respostas e postar ambas neste blog. Segue as perguntas e as comparações das respostas:
Quais as espécies documentais existentes no CEDOC?
Quais correspondentes funções de tais espécies?
Quais os tipos documentais existentes no CEDOC?
Relacione as séries documentais do arquivo do CEDOC com as respectivas fases do ciclo de vida, de acordo com a teoria das 3 idades.

3 - Sinais de Validação
Há um registro do referido documento com a respectiva numeração, espaço designado para local e data da produção desse documento com remetente e destinatário. Mas ao mesmo tempo o documento não possui assinatura, com isso não é caracterizado como válido. E como possui um número, o original do Memorando Circular pode ser localizado no arquivo e preencher todos os requisitos necessários de sinais de validação.
Teses e Dissertações
Como resultado da atividade proposta na ultima sexta-feira, o grupo chegou a conclusão que diversos são os fatores a serem analisados em um documento para classificá-lo como um documento de arquivo. Documento pode ser definido, segundo o Conselho Internacional de Arquivos, como qualquer informação registrada em um suporte, independente de suas características.
Já para caracterizarmos o documento de arquivo, usamos o conceito defendido por Rosseau (1998), no qual afirma que os documentos com caráter arquivístico são documentos constituídos de uma informação, registrada em um suporte, que são produzidos ou recebidos por uma instituição ou família em decorrência de suas atividades.
Portanto, antes do processo de definição do documento é importante analisarmos o seu contexto, pois sem esse conhecimento não podemos julgar documentos semelhantes como iguais pelas informações nele contidas e nem pela tipologia. Porém, é na análise do contexto do documento que teremos informações como função e origem, que são essenciais para sua classificação. Tendo isso em vista, resultam-se três características de documento de arquivo como afirma Esteban Navarro (1995, p.69): "involuntariedade, organicidade e a unicidade". Como descrito anteriormente, deve ser analisado o contexto de produção e a compreensão da informação transmitida na caracterização dos documentos.
Podemos exemplificar essa situação com a análise dos lenços, apesar de idênticos possuem funções distintas, onde um foi adquirido com a finalidade de integrar uma coleção e o outro que foi o resultado da atividade de escotismo e tem função de identificação de conclusão de determinada atividade.
Documentos publicitários podem não ser considerados documentos de arquivo, pois tem como função a divulgação de determinada empresa ou atividade, mas para atingir esse objetivo são distribuídos e não se encontram na empresa e não representa uma atividade exercida pela mesma, pois, geralmente, sua confecção é realizada por outra empresa.